Internet via energia elétrica (PLC): realidade ou utopia?
A ideia de transmitir internet pela rede elétrica, conhecida como PLC (Power Line Communication), surge como alternativa para ampliar o acesso à conectividade utilizando uma infraestrutura já existente em praticamente todo o território.
Em teoria, levar dados pelo mesmo cabo que distribui energia reduziria custos de instalação e facilitaria a cobertura em áreas remotas. No entanto, a aplicação prática dessa tecnologia envolve desafios técnicos e regulatórios que influenciam sua viabilidade.
A tecnologia
O princípio da comunicação por linha de energia é simples: utilizar cabos elétricos como meio físico para trafegar sinais de dados. Isso evitaria a necessidade de instalar novos cabos de fibra ou rádio, aproveitando redes já distribuídas.
Entretanto, redes elétricas não foram projetadas para transportar dados. Ruídos, interferências, transformadores e variações de carga elétrica dificultam a estabilidade da transmissão, exigindo equipamentos específicos para compensação. Além disso, a performance pode variar conforme a qualidade da rede elétrica local.
Usos, potenciais e limitações
Apesar das limitações, a tecnologia pode ser útil em aplicações internas, como redes domésticas ou pequenos ambientes corporativos, conectando dispositivos sem necessidade de cabeamento adicional. Em escala ampla, sua adoção depende de investimentos, padronização e viabilidade econômica.
A internet via rede elétrica não é exatamente uma utopia, mas ainda não é uma solução de alta capacidade para grandes provedores. É uma alternativa complementar, com aplicações específicas, e não um substituto à fibra ou às redes móveis.
O futuro da conectividade deve combinar múltiplas tecnologias, e o PLC pode ser uma peça desse ecossistema, desde que aplicada no contexto correto.
Veja também: Governança de TI: fundamentos para negócios digitais escaláveis.





